Ucrânia: Ofensiva russa intensifica-se com ataque devastador a Kyiv

A Ucrânia enfrenta uma nova escalada de violência após um ataque massivo russo sobre Kyiv, na noite de 31 de julho, que matou pelo menos 28 pessoas e feriu mais de 150. Entre as vítimas estão crianças de 2 e 6 anos, num dos bombardeamentos mais letais desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. O governo ucraniano convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, enquanto o presidente Volodymyr Zelenskyy apelou à justiça internacional para punir os responsáveis.

As Nações Unidas e organizações de direitos humanos alertam para o crescente número de vítimas civis. Só em junho de 2025, mais de 230 civis foram mortos e mais de 1.300 ficaram feridos, tornando-se o mês mais mortífero deste ano. A destruição de infraestruturas críticas, como hospitais, centrais elétricas e redes de água, agrava ainda mais a crise humanitária. Cerca de 12,7 milhões de ucranianos precisam de assistência urgente, incluindo quase 2 milhões de crianças.

No leste do país, a Rússia reivindicou a captura da cidade de Chasiv Yar, na região de Donetsk, embora as autoridades ucranianas contestem essa versão, apontando para elevados custos humanos e destruição massiva sem ganhos estratégicos claros. Em resposta, as forças ucranianas intensificam a construção de defesas ao longo de centenas de quilómetros de frente de combate, numa tentativa de conter novos avanços russos.

No plano internacional, as negociações permanecem num impasse. O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs um prazo até 8 de agosto para um cessar-fogo, sob pena de novas sanções contra Moscovo. Entretanto, apenas 17 % do financiamento humanitário necessário para 2025 foi assegurado, deixando milhões de civis em risco à medida que o conflito se prolonga sem fim à vista.

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