O Brasil está prestes a reabrir as exportações de carne de frango para dois dos seus principais mercados: a China e a União Europeia. A suspensão dos embarques ocorreu no início do ano, após a deteção de um caso isolado de gripe aviária numa granja comercial, o que levou à aplicação de medidas sanitárias rigorosas e à intensificação das negociações diplomáticas com os parceiros internacionais.
Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, “o Chile já está pronto para retomar as compras e estamos nas últimas etapas das negociações com a UE e a China”.
Por outro lado, o ministro sublinhou ainda que o Brasil cumpriu integralmente os protocolos sanitários exigidos a nível internacional, o que abre caminho para a normalização do comércio.
A China, que em 2023 representou mais de 15% das exportações brasileiras de carne de frango, mantém-se como um parceiro estratégico do agronegócio nacional, especialmente devido à sua elevada procura por proteínas nas áreas urbanas. Apesar da suspensão temporária, os laços comerciais entre Brasília e Pequim mantiveram-se firmes, com diálogo técnico contínuo e intercâmbio entre autoridades sanitárias.
A retoma das exportações deverá ter um impacto positivo no setor avícola brasileiro, responsável por cerca de 4 milhões de postos de trabalho, diretos e indiretos. Mais de um terço da produção nacional de carne de frango é destinada ao mercado externo, o que torna a estabilidade nas exportações essencial para o equilíbrio económico do setor.
Além de reabrir canais comerciais, a resolução deste impasse poderá reforçar a imagem do Brasil como fornecedor fiável no comércio agroalimentar global, num contexto de crescente preocupação com a segurança alimentar e a resiliência das cadeias de abastecimento.