O Governo timorense autorizou em fevereiro a abertura de um concurso para a admissão de 500 elementos para a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), de maneira a suprir o défice de recursos e contribuir para o fortalecimento da segurança pública.
A organização da sociedade civil timorense Hali ba Dame (Habada) partilhou a preocupação que sente com a atribuição, no processo de recrutamento da PNTL, de uma quota de 20% para filhos de agentes da referida força de segurança.
“A confiança do público pode ser abalada pela perceção de uma ‘polícia de famílias’”, declarou o diretor executivo da Habada, Abel Amaral.
Esta crítica foi feita numa conferência de imprensa, em Díli, acerca do processo de recrutamento de 400 novos membros para a PNTL, que tem, atualmente, 4.004 efetivos.
“Existe o risco de diminuição da qualidade dos candidatos porque os candidatos com pontuação mais elevada são excluídos devido à ordem sequencial das quotas”, disse ainda Amaral.