A justiça francesa marcou para 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026 o julgamento em recurso da líder da extrema-direita, Marine Le Pen, e de outros 11 arguidos acusados de desvio de fundos do Parlamento Europeu.
O caso envolve alegadas irregularidades cometidas entre 2004 e 2016, quando eurodeputados do então partido Frente Nacional — hoje União Nacional (RN) — terão utilizado dinheiro europeu para financiar assistentes que, na prática, trabalhavam para a estrutura partidária. O prejuízo total foi estimado em 2,9 milhões de euros.
Em primeira instância, Le Pen foi condenada em março deste ano a cinco anos de inelegibilidade imediata e ao pagamento de uma multa de 300 mil euros.
O Ministério Público tinha pedido ainda uma pena de prisão de cinco anos, três dos quais suspensos. Também o vice-presidente do RN, Louis Aliot, foi condenado a 18 meses de prisão, dos quais seis efetivos, e três anos de inelegibilidade.
Embora mantenha o mandato de deputada por Pas-de-Calais, Le Pen não poderá concorrer a cargos eletivos durante cinco anos, período que inclui as presidenciais francesas de 2027.
Paralelamente, em julho, a Procuradoria Europeia abriu uma investigação ao RN e ao grupo Identidade e Democracia, antecessor do atual Patriotas pela Europa, suspeitos de uso indevido de mais de 4,3 milhões de euros entre 2019 e 2024 em Bruxelas.