O número de migrantes repatriados pela União Europeia aumentou 19% no terceiro trimestre de 2025, face ao mesmo período de 2024, segundo dados do Eurostat. No total, cerca de 42 mil cidadãos de países terceiros foram enviados de volta, a maioria (82%) para fora da UE.
A Alemanha destacou-se ao triplicar as repatriações, alcançando quase 12 mil, ultrapassando França e tornando-se o país com mais regressos efetuados. A Bélgica também registou um aumento significativo, com quase o dobro das repatriações face ao ano anterior.
As nacionalidades mais afetadas foram argelinos e marroquinos, seguindo-se aumentos entre cidadãos da Turquia, Síria, Rússia, Geórgia e Albânia. Cerca de 40% dos regressos foram forçados, com taxas particularmente elevadas na Dinamarca, Roménia, Bulgária e Itália.
Apesar do aumento das expulsões, mantém-se uma grande diferença entre as ordens de repatriação emitidas e as efetivamente executadas: apenas 36% foram cumpridas. Países como França, Espanha e Grécia apresentam taxas de execução muito baixas, devido a obstáculos legais, dificuldades em identificar o país de origem ou situações humanitárias.
No final de 2025, a UE aprovou novas regras para acelerar os regressos, incluindo a possibilidade de criar centros de acolhimento fora do território europeu, uma medida que tem sido criticada por organizações de direitos humanos.