UE atinge marco nas renováveis, mas rede elétrica continua a ser entrave

Pela primeira vez, em 2025, a energia eólica e solar produziram mais eletricidade na União Europeia do que os combustíveis fósseis, segundo um relatório do think tank Ember. As renováveis representaram quase metade da produção elétrica, com a eólica e a solar a somarem cerca de 30%, superando os fósseis por uma margem curta.

O carvão caiu para um mínimo histórico (9,2%), enquanto o gás voltou a crescer devido à quebra da produção hídrica. Ainda assim, a dependência do gás encareceu as importações e contribuiu para a subida dos preços grossistas da eletricidade em vários Estados-Membros.

Apesar do avanço rápido das renováveis — liderado pela energia solar, que cresceu mais de 20% pelo quarto ano consecutivo — especialistas alertam que a rede elétrica europeia está desatualizada. Concebida para centrais fósseis próximas dos centros urbanos, a infraestrutura tem dificuldade em integrar a produção renovável, muitas vezes localizada em zonas remotas, levando ao desperdício de energia.

A Comissão Europeia estima que serão necessários investimentos anuais de 584 mil milhões de euros até 2030 para modernizar a rede. Sem essa atualização, avisam os analistas, a infraestrutura poderá tornar-se o principal obstáculo à neutralidade carbónica da UE.

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