O consumo de energia das famílias europeias para arrefecimento das habitações duplicou entre 2018 e 2024, refletindo o aumento das temperaturas e das ondas de calor no continente. De acordo com dados do programa Copernicus, junho de 2026 foi o mês de junho mais quente de sempre na Europa Ocidental, contribuindo para uma procura crescente de sistemas de climatização e para um maior consumo de eletricidade.
Entre os países da União Europeia, a Áustria registou o maior crescimento percentual no consumo de energia para arrefecimento, seguida pela República Checa e pela Itália. Espanha, Grécia, Hungria e Finlândia também apresentaram aumentos expressivos. Em termos absolutos, a Itália continua a liderar o consumo, concentrando cerca de um terço da energia utilizada para arrefecimento em toda a UE, à frente de Espanha e da Grécia.
O aumento da procura já está a pressionar o mercado elétrico europeu, com as recentes vagas de calor a provocarem subidas nos preços grossistas da eletricidade em vários países. Especialistas alertam que, à medida que a Europa continua a aquecer a um ritmo superior à média mundial, o consumo de energia para arrefecimento deverá continuar a crescer, reforçando a necessidade de investimentos em eficiência energética e fontes renováveis.