Guiné-Bissau: Ilídio Té diz que o caso DSP é assunto dos tribunais e não dos militares

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou esta terça-feira, 27 de janeiro, que o Alto Comando Militar (ACM) já determinou a libertação de todos os detidos que se encontravam sob a sua custódia. Ao mesmo tempo, sublinhou que “o caso de Domingos Simões Pereira (DSP) não está nem esteve sob a alçada militar, sendo um assunto da exclusiva responsabilidade dos tribunais competentes”.

A posição do chefe do Governo consta de uma nota divulgada pelo seu Gabinete de Imprensa, na sequência de um encontro realizado na segunda-feira, 26 de janeiro, com uma delegação de veteranos do PAIGC e dirigentes de outras formações políticas. A reunião teve como finalidade contribuir para a pacificação do país, reforçar a reconciliação nacional e promover a estabilidade política no atual período de transição.

Facilitado pela antiga líder do Movimento Social Democrata, Joana Cobde Nhanca, o encontro representou o segundo momento de diálogo entre o primeiro-ministro e os veteranos do partido dos Libertadores, ambos realizados na Primatura. De acordo com informações apuradas, estiveram presentes Joana Cobde Nhanca, Manuel dos Santos (Manecas), Ana Maria Soares, Iaia Maria Turé e o antigo dirigente da Resistência da Guiné-Bissau, Salvador Tchongo, acompanhado por uma pessoa não identificada.

Na mesma ocasião, Ilídio Vieira Té destacou que cabe a todos os líderes políticos assumirem um papel ativo na construção do entendimento nacional e na busca de compromissos responsáveis. Reafirmou igualmente a total abertura do Governo para um diálogo construtivo, comprometendo-se a transmitir as preocupações apresentadas ao Presidente da República de Transição e ao Alto Comando Militar.

O primeiro-ministro apelou ainda à serenidade no debate público, alertando para “o papel negativo das redes sociais na divisão dos guineenses” e advertindo que a liberdade de expressão não pode ser confundida com libertinagem. Criticou também o que classificou de “ataques irresponsáveis”, que, segundo disse, apenas prejudicam a imagem do país, defendendo que a Guiné-Bissau dá hoje sinais claros de evolução positiva em relação ao passado recente.

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