EUA: Meta, TikTok e YouTube julgados por alegado vício das redes sociais em jovens

Meta, TikTok e YouTube começam esta semana a ser julgadas nos Estados Unidos num processo inédito que acusa as plataformas de criarem dependência e causarem danos à saúde mental de crianças e adolescentes.

A ação foi apresentada por uma jovem de 19 anos, identificada como KGM, que afirma ter desenvolvido depressão e pensamentos suicidas após uso precoce do Instagram, TikTok e YouTube. Segundo a queixa, as empresas terão recorrido a estratégias de design semelhantes às usadas em casinos para manter os utilizadores ligados durante mais tempo.

Se aceite pelo tribunal, este argumento poderá contornar leis que protegem as tecnológicas de responsabilidade direta, abrindo caminho a dezenas de processos semelhantes nos EUA.

O julgamento poderá durar várias semanas e deverá incluir depoimentos de altos executivos, como o CEO da Meta, Mark Zuckerberg. Até ao momento, as empresas não comentaram oficialmente o caso. A Snap Inc., inicialmente envolvida, chegou entretanto a acordo extrajudicial.

Casos semelhantes avançam também na Europa, nomeadamente em Itália e França, onde famílias acusam as redes sociais de prejudicarem o bem-estar psicológico dos jovens.

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