A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sublinha o papel central da energia nuclear na transição global para sistemas energéticos limpos, fiáveis e resilientes. Num novo relatório, a agência destaca que a eletricidade nuclear representa cerca de 9% da produção mundial e corresponde a aproximadamente 25% de toda a eletricidade de baixo carbono, sem emissões de gases com efeito de estufa no ponto de geração.
O estudo aponta cinco razões principais para integrar a energia nuclear na transição energética: fiabilidade, baixo carbono, capacidade de apoiar setores difíceis de descarbonizar, evolução tecnológica e crescente mobilização de financiamento. A AIEA explica que os reatores fornecem energia de base quase contínua, complementando fontes renováveis como a solar e a eólica, cuja produção varia consoante o clima.
Segundo a agência, a energia nuclear mantém-se entre as fontes mais limpas ao longo de todo o seu ciclo de vida, incluindo mineração, fabrico de combustível e desmantelamento das centrais. Reatores de alta temperatura e pequenos reatores modulares (SMRs) poderão ainda fornecer calor de baixo carbono para a indústria do aço, cimento e química, assim como apoiar o transporte marítimo e a eletrificação de portos.
O relatório sublinha também os avanços tecnológicos, com reatores mais seguros, eficientes e flexíveis, e o potencial da fusão nuclear como fonte limpa de energia a longo prazo. Paralelamente, a AIEA tem intensificado a cooperação com instituições financeiras internacionais, enquanto 33 países apoiam a meta de triplicar a capacidade nuclear global até 2050, reforçando o contributo do setor para a descarbonização e ação climática.