Os EUA vão comprometer-se a manter a maior parte das tropas estacionadas na Alemanha, Itália e no flanco oriental da Europa, segundo revelou o subsecretário de Defesa Elbridge Colby.
Atualmente, estão na região entre 80 e 90 mil soldados americanos, o maior contingente desde a Guerra Fria, reforçado após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A decisão tranquiliza aliados que temiam uma redução abrupta de forças, enquanto a Europa assume progressivamente mais responsabilidades operacionais nos comandos atualmente liderados pelos EUA, incluindo Norfolk, Nápoles e Brunssum.
Ao mesmo tempo, a NATO prepara a missão Arctic Sentry, uma operação multidomínio envolvendo defesas terrestres, marítimas, aéreas, cibernéticas e espaciais, para aumentar a segurança no Alto Norte. A iniciativa surge em resposta às crescentes ameaças russas e à influência chinesa na região e foi negociada com países nórdicos, Dinamarca e EUA. A missão reforça a lógica de operações como a Baltic Sentry, projetada para responder rapidamente a atos de desestabilização em áreas estratégicas.
Autoridades da NATO destacam que o Ártico se tornou uma região crítica, exigindo presença visível, vigilância constante e prontidão para defender o território, especialmente com a reativação de bases russas e a possibilidade de alterações geopolíticas, como uma eventual independência da Gronelândia.