O Governo dos EUA revogou as tarifas específicas de 40% e recíprocas de 10% aplicadas anteriormente a produtos brasileiros e publicou nova Ordem Executiva com tarifa global de 10% (podendo chegar a 15% futuramente) para a maioria dos produtos, exceto itens específicos como aeronaves, que passam a ter alíquota zero.
Antes das mudanças, cerca de 22% das exportações brasileiras para os EUA enfrentavam sobretaxas de 40% a 50%. Com o novo regime:
- 46% (US$ 17,5 bi / €17,0 bi) das exportações ficam sem tarifas adicionais;
- 25% (US$ 9,3 bi / €9,0 bi) passam a ter tarifa uniforme de 10% ou 15%;
- 29% (US$ 10,9 bi / €10,6 bi) continuam sujeitas às tarifas da Seção 232, aplicáveis a determinados produtos setoriais.
Setores beneficiados incluem máquinas, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais. No agro, pescados, mel, tabaco e café solúvel deixam de enfrentar alíquotas de até 50%, aumentando sua competitividade.
Em 2025, o comércio bilateral Brasil-EUA atingiu US$ 82,8 bi / €80,5 bi, com exportações de US$ 37,7 bi / €36,7 bi e déficit de US$ 7,5 bi / €7,3 bi para o Brasil. O novo regime tarifário cria condições mais equitativas para a indústria brasileira no mercado norte-americano.