O Morgan Stanley avisou que o mundo poderá não estar preparado para um salto significativo na Inteligência Artificial ainda em 2026. Segundo o banco, o avanço será impulsionado pelo rápido aumento da capacidade computacional nos principais laboratórios dos Estados Unidos.
O relatório destaca que o reforço massivo de poder de processamento poderá acelerar drasticamente a evolução dos modelos de linguagem, com ganhos já visíveis. Exemplos recentes, como modelos avançados da OpenAI, mostram desempenhos próximos ou superiores ao de especialistas humanos em várias tarefas.
Ao mesmo tempo, o banco alerta para pressões crescentes sobre a energia, prevendo um défice significativo nos EUA até 2028 devido à expansão de centros de dados. Para responder, empresas tecnológicas estão a adaptar infraestruturas e a procurar fontes alternativas de energia.
A análise aponta ainda que a IA poderá ter um efeito deflacionário, ao substituir trabalho humano por soluções automatizadas mais baratas, levando já algumas empresas a reduzir pessoal. Neste cenário, a transformação tecnológica deverá acelerar a um ritmo que ultrapassa a capacidade de adaptação de grande parte da economia global.