A propaganda russa tem vindo a aproveitar debates internos na Alemanha para influenciar a opinião pública, sobretudo através das redes sociais, YouTube e Telegram.
Em vez de criar narrativas do zero, estes conteúdos amplificam temas sensíveis — como imigração, energia ou sistema de saúde — reinterpretando-os de forma favorável aos interesses do Kremlin, nomeadamente para enfraquecer o apoio às sanções e aumentar a desconfiança nas instituições.
A comunicação é adaptada aos públicos: em russo para a diáspora e em alemão para a sociedade em geral, muitas vezes apresentando a Rússia como defensora de valores tradicionais e parceiro estratégico.
Casos como o de Eugen Schmidt mostram como atores políticos e influenciadores digitais ajudam a difundir estas narrativas. Paralelamente, redes coordenadas criam sites falsos que imitam órgãos de comunicação social para espalhar desinformação.
Apesar de maior controlo por parte das autoridades, estas campanhas continuam a evoluir e a explorar divisões sociais já existentes.