“Tardes Brancas”: Afonso Borges apresentou novo livro em Lisboa e Matosinhos

Foto: Instagram @editoranospt

O autor brasileiro Afonso Borges esteve recentemente em Portugal para apresentar o livro “Tardes Brancas”, primeiro na Fundação José Saramago, em Lisboa, no passado dia 16 de abril, e depois em Matosinhos, no âmbito do festival LeV – Literatura em Viagem, que decorreu entre 10 e 19 de abril.

A passagem de Afonso Borges por Portugal ficou marcada por dois momentos de promoção literária e de contacto com leitores portugueses, num percurso breve, mas assinalado pela presença em dois importantes espaços culturais do país.

A iniciativa integrou a estratégia da Editora Nós de afirmar em Portugal autores relevantes da literatura contemporânea lusófona e de fomentar pontes entre diferentes territórios da língua portuguesa.

A primeira apresentação realizou-se na Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago, em Lisboa, numa sessão promovida pela editora e conduzida em formato de conversa pelos escritores Rafael Gallo e João Gabriel de Lima, num encontro que permitiu ao público conhecer de perto a nova obra do autor brasileiro, bem como o seu percurso literário e cultural.

Publicado originalmente em 2024, “Tardes Brancas” reúne 26 contos e cinco poemas, centrando-se em temas ligados à intimidade humana, às ruturas do quotidiano, à memória e às relações afetivas.

Segundo a apresentação editorial, a obra percorre “os amores que se constroem e desfazem, os desencontros que orientam destinos, a violência discreta que se entranha nos dias, a memória que insiste em regressar e o espanto perante o inesperado”.

O livro representa também uma nova fase no percurso de Afonso Borges, amplamente conhecido no Brasil pelo trabalho desenvolvido na promoção cultural e pela criação de projetos literários como o “Sempre um Papo”, além da organização de diversos festivais dedicados ao livro e à leitura.

Depois de Lisboa, o escritor seguiu para Matosinhos, no distrito do Porto, onde participou no festival LeV – Literatura em Viagem, um certame que celebrou este ano a sua 20.ª edição, entre 10 e 19 de abril, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca.

Este evento é uma referência nacional na promoção da literatura de viagens e reuniu autores portugueses e internacionais de reconhecido prestígio, entre os quais Mia Couto, Valter Hugo Mãe, Peter Frankopan e Jung Chang.

A edição portuguesa de “Tardes Brancas” conta ainda com leituras elogiosas de autores consagrados. No prefácio, Valter Hugo Mãe escreve que “Afonso Borges tem pressa em contar e nós agradecemos”, destacando uma narrativa que privilegia o essencial.

Também Gonçalo M. Tavares sublinha que, “nos duelos ou amores destes rápidos e fortes contos de Afonso Borges, o último a escolher as armas e o primeiro a escolher a quem oferecer o ombro é sempre o leitor”.

Segundo a Editora Nós, a publicação portuguesa resultou de um processo minucioso de revisão e reescrita, em que cada texto foi novamente trabalhado, demonstrando que o ofício literário também se faz “de lentidão, de retorno e de contínua afinação da linguagem”.

Num balanço divulgado após a visita, a editora recorreu às redes sociais para assinalar que, “pese embora breve, foi bonita esta passagem do Afonso, por Portugal”. O livro “Tardes Brancas” encontra-se disponível nas livrarias portuguesas e através do site oficial da Editora Nós.

Ígor Lopes

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