O Ministério Público de Moçambique divulgou detalhes de vários processos de corrupção que resultaram em prejuízos significativos para o Estado em 2025, correspondendo os mesmos a mais de 2,9 bilhões de meticais.
São processos que envolvem instituições públicas e empresas estatais, entre as quais o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), as Linhas Aéreas de Moçambique e a Autoridade Tributária.
No que diz respeito ao INSS, o Procurador-Geral da República (PGR) Américo Letela mencionou que o processo envolve gestores que, através de dois contratos de prestação de serviços avaliados em cerca de 48,56 milhões e 55 mil meticais, terão recorrido a esquemas fraudulentos para autorizar pagamentos acima dos valores contratados.
Esta ação terá resultado num prejuízo estimado em cerca de 433 milhões de meticais. O dinheiro terá sido transferido para contas da empresa contratada e, posteriormente, para contas pessoais dos gestores envolvidos.
Quanto às Linhas Aéreas de Moçambique, foi partilhado que o processo envolve gestores seniores acusados de práticas de gestão fraudulenta, incluindo contratos irregulares, venda de aeronaves e participação em negócios com benefícios próprios e de terceiros. Entre os crimes apontados constam administração de danos, corrupção, branqueamento de capitais e fraude.
Sobre a Autoridade Tributária, funcionários das áreas de tecnologia e cobrança são suspeitos de manipular o sistema informático de arrecadação de receitas do Estado. Através da criação de perfis com privilégios elevados, serão concedidos ilegalmente ao sistema, permitindo discrepâncias entre valores declarados e montantes efetivamente depositados nos cofres do Estado.