A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais destinados à alimentação humana e produtos de origem animal para o bloco, devido ao incumprimento das regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
A medida entra em vigor a 3 de setembro e afeta exportações como carne bovina, aves, ovos, produtos de aquicultura, mel e outros derivados animais.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou garantias suficientes de que os antimicrobianos proibidos pela UE não são utilizados durante o ciclo de produção animal. Bruxelas proíbe o uso destes produtos para estimular crescimento ou aumentar rendimento na pecuária, bem como o uso de antibióticos reservados para tratamentos humanos.
A Comissão Europeia afirmou que o Brasil poderá voltar à lista de exportadores autorizados assim que demonstrar conformidade com as exigências sanitárias europeias.
Os restantes países do Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai — continuam autorizados a exportar para a UE.
A decisão surge também num contexto de pressão dos agricultores europeus, que exigem regras sanitárias iguais para produtores europeus e estrangeiros no âmbito do acordo comercial entre a UE e o Mercosul.