França, Finlândia, Polónia, Bulgária e Suécia opõem-se aos planos da Comissão Europeia para reforçar o controlo centralizado da rede elétrica da União Europeia. Os cinco países defendem uma gestão regional coordenada, alertando que uma abordagem excessivamente centralizada pode tornar a transição energética mais cara e menos eficiente.
A contestação surge no âmbito do novo “Pacote das Redes”, apresentado por Bruxelas, que prevê investimentos de 1,2 biliões de euros até 2040 para modernizar as infraestruturas energéticas europeias.
Segundo os governos, o planeamento deve continuar a ser liderado pelos operadores e autoridades nacionais, que conhecem melhor as necessidades técnicas de cada país. Temem ainda que projetos decididos a nível europeu acabem por aumentar os custos para os consumidores.
A Suécia destacou-se entre os críticos ao suspender recentemente um projeto de interligação elétrica com a Dinamarca, em protesto contra propostas europeias relacionadas com a gestão das receitas da rede.
Apesar das críticas, os cinco países garantem apoiar a cooperação energética europeia e o reforço das interligações para melhorar a segurança energética e acelerar a transição verde.