O governo da Nigéria confirmou nesta sexta-feira (15), a realização de uma operação militar conjunta com os Estados Unidos que resultou na morte de um importante comandante do grupo extremista Estado Islâmico na região da Bacia do Lago Chade.
Em comunicado oficial, o presidente nigeriano, Bola Tinubu, afirmou que a acção foi conduzida por forças especiais nigerianas em cooperação com militares norte-americanos, descrevendo a missão como um avanço significativo no combate ao terrorismo no país.
Segundo Tinubo, o alvo da operação era Abu-Bilal al-Mainuki, também conhecido como Abu Mainok, apontado como um dos principais líderes do Estado Islâmico na África Ocidental. Além do líder, as as autoridades alegam que vários integrantes do grupo também morreram durante o ataque num esconderijo.
As autoridades nigerianas afirmam que a eliminação do comandante representa um duro golpe para as redes terroristas que actuam no nordeste do país, sobretudo em áreas afectadas pela insurgência há mais de uma década.
No comunicado citado pela imprensa local, o presidente Tinubu aproveitou a ocasião para reforçar a importância da cooperação internacional em matéria de segurança, destacando a parceria estratégica entre Abuja e Washington no enfrentamento de grupos armados na África Ocidental.
Outrossim o presidente norte-americano, Donald Trump, também comentou a operação, classificando-a como uma missão “complexa e cuidadosamente planejada”, executada em parceria com o governo nigeriano.
De acordo com os Estados Unidos, Abu Mainok por si classificado como “terrorista global” em 2023 era responsável no envolvimento em ataques armados, recrutamento de combatentes e coordenação de operações extremistas na região do Lago Chade.