O crescimento da inteligência artificial está a aumentar de forma significativa o consumo energético dos centros de dados, pressionando as redes elétricas europeias.
De acordo com a Comissão Europeia, o uso massivo de IA generativa pode mais do que duplicar a procura de eletricidade destes centros, levando já algumas regiões a atingir a sua capacidade máxima.
Perante este cenário, Bruxelas está a preparar um conjunto de medidas para regular tanto a infraestrutura existente como os novos projetos, com o objetivo de evitar sobrecargas no sistema elétrico.
Entre as soluções em estudo está a generalização de mecanismos de gestão da procura energética, inspirados em sistemas como o EcoWatt, que ajustam o consumo em períodos de maior pressão na rede.
Os centros de dados poderão passar a ser obrigados a aceitar maior flexibilidade no consumo de energia, incluindo adaptação a variações de tensão e utilização de fontes locais em horários de pico.
A Comissão Europeia prevê ainda definir padrões mínimos de eficiência para estes centros, com uma avaliação mais detalhada das necessidades do setor agendada para 2027.
O objetivo é garantir que o crescimento da IA seja compatível com a transição energética, evitando sobrecargas e assegurando maior estabilidade da rede elétrica.