A Comissão Europeia está a preparar uma reforma do setor bancário até 2027 para reduzir a fragmentação financeira no bloco, facilitar operações transfronteiriças e aumentar a capacidade de financiamento da economia europeia.
Segundo um projeto de relatório, Bruxelas pretende eliminar obstáculos que encarecem o crédito para famílias e empresas, ao mesmo tempo que reforça o papel dos bancos no financiamento de áreas estratégicas como a defesa, a transição digital e a transição energética.
A proposta surge num contexto de elevadas necessidades de investimento. Estimativas apontam para a necessidade de mais 1,4 biliões de euros por ano para apoiar o crescimento e a competitividade da economia europeia.
Entre as medidas previstas estão a facilitação da circulação de capital e liquidez entre Estados-membros, a simplificação de regras consideradas excessivamente complexas e o reforço da integração dos mercados bancários e de capitais da União Europeia.
Bruxelas pretende ainda reduzir a dependência de instituições financeiras sediadas fora do bloco, reforçando a autonomia financeira europeia e a capacidade de resposta a desafios económicos futuros.