A Polícia Federal do Brasil desencadeou na terça-feira a segunda fase da Operação Anafóra, com o objetivo de combater um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do desvio de recursos públicos, em particular de verbas destinadas ao setor da saúde. A operação decorre nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, onde estão a ser cumpridos 14 mandatos de busca e apreensão.
Segundo as autoridades, dez dos mandatos foram emitidos pela 6.ª Vara Criminal Federal e os restantes quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2). A investigação aprofundou-se após a primeira fase da operação, realizada em 2022, permitindo identificar acusações de ocultação de património e movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos suspeitos.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados terão recorrido a terceiros para registrar bens em seu nome, além de participarem em negociações relacionadas com imóveis, numa alegada tentativa de dissimular a origem ilícita dos fundos. As diligências visam reunir provas que reforçam as suspeitas de branqueamento de capitais associadas ao desvio de dinheiro público.
Os suspeitos poderão vir a responder por crimes de organização criminosa, fraude em procedimentos de contratação pública e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros ilícitos que possam ser identificados durante a revelação da investigação. A Polícia Federal refere que a operação integra os esforços contínuos de combate à corrupção e à utilização indevida de recursos públicos no Brasil.