O Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, condenou a detenção de Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, PAIGC, e presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, classificando-a como arbitrária e exigindo a sua libertação imediata, bem como o fim de qualquer forma de perseguição política.
Em comunicado divulgado este domingo, o maior partido da oposição cabo-verdiana manifestou “veemente condenação” pela detenção do líder político guineense e apelou ao restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau.
Segundo o PAICV, a situação resulta dos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, data em que, afirma, ocorreu um golpe de Estado que interrompeu a ordem constitucional, paralisou o funcionamento das instituições democráticas e impediu a divulgação dos resultados das eleições de 23 de novembro.
Para o partido, a privação da liberdade de Domingos Simões Pereira constitui “uma grave violação dos princípios democráticos, dos direitos fundamentais e dos valores que unem os povos africanos e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa,CPLP”.
O PAICV apelou ainda à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, às Nações Unidas e à comunidade internacional para que intervenham com urgência.
No comunicado, o partido defende que estas organizações devem atuar “na proteção da vida e da integridade física de Domingos Simões Pereira” e desenvolver “todos os esforços necessários para garantir a sua imediata libertação”.
A concluir, o PAICV reafirma que “a democracia, a liberdade e o respeito pela vontade popular devem prevalecer na Guiné-Bissau”, reiterando o apelo à libertação de Domingos Simões Pereira e ao restabelecimento da ordem constitucional no país.