A União Europeia (UE) voltou a manifestar preocupação com a evolução da situação política e a contínua deterioração dos direitos fundamentais na Nicarágua, reafirmando a condenação da repressão exercida pelas autoridades do país. Numa declaração do Alto Representante, a UE apelou ao restabelecimento do Estado de direito e à adoção de medidas que permitam ultrapassar a atual crise política através de uma solução democrática e negociada.
Bruxelas reiterou o pedido de libertação de todos os presos políticos e defendeu o regresso das organizações internacionais de direitos humanos à Nicarágua. A União Europeia voltou também a insistir na necessidade de um diálogo entre o Governo e a oposição, com especial enfoque na realização de reformas eleitorais que garantam um processo político credível e transparente.
Na declaração, a UE apelou às autoridades nicaraguenses para que realizem eleições conforme inicialmente previsto, assegurando que estas decorram de forma transparente, inclusiva e em conformidade com as normas internacionais. O bloco europeu considera que um processo eleitoral livre e justo é essencial para restaurar a confiança nas instituições e promover uma resolução pacífica da crise.
A União Europeia reafirmou ainda o seu compromisso de continuar a apoiar o povo da Nicarágua na sua aspiração à democracia, ao respeito pelos direitos humanos e ao Estado de direito. Ao mesmo tempo, manifestou disponibilidade para manter o diálogo político com as autoridades nicaraguenses através dos canais diplomáticos adequados e em coordenação com os parceiros regionais, procurando contribuir para uma solução estável e duradoura para o país.