A plataforma Venezuela Sem Filtro (VESF) denunciou que existem mais de 200 sites bloqueados no país e acusou o Governo de censurar meios de comunicação social, ativistas dos direitos humanos e redes sociais.
“Dos 202 domínios bloqueados, 92 correspondem a 65 meios de comunicação social (…). Exigimos que o desbloqueio seja total, efetivo e verificável em todos os fornecedores de Internet”, pode ler-se na mensagem publicada na rede social X nesta terça-feira, 08 de setembro.
VESF está ligada à organização não-governamental (ONG) Conexão Segura e Livre e funciona como um repositório de informação sobre a censura na Internet e as restrições ao fluxo de informações no país sul-americano.
Na mesma mensagem publicada, a plataforma explicou que as operadoras de Internet usam técnicas de censura ao nível do Sistema de Nomes de Domínio (DNS), dos protocolos de transferência de hipertexto (HTTP/HTTPS) e do endereço IP (Internet Protocol) para impedir o acesso, e que as restrições variam consoante o fornecedor.
Na sequência do sucedido, a VESF partilhou que disponibilizou aos cidadãos, jornalistas e investigadores a plataforma interativa bloqueos.vesinfiltro.org, “uma ferramenta destinada a monitorizar e dar visibilidade, em tempo real, ao mapa da censura no ecossistema digital do país”.
“Exigimos o desbloqueio imediato e garantias de que nenhuma restrição futura seja imposta de forma ilegal ou arbitrária. Qualquer bloqueio deve ser excecional, estar sujeito a controlo judicial e respeitar os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade”, finalizou.