Em 2025, investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelaram novas formas de atuação do crime organizado no estado, sobretudo na área financeira. O PCC teria ampliado o uso de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente do tráfico.
As operações também identificaram o uso de casas de apostas, ONGs e outros negócios para movimentar recursos ilícitos. Entre os principais casos está a Operação Carbono Oculto, que investigou um esquema no setor de combustíveis responsável por movimentar cerca de R$ 52 mil milhões entre 2020 e 2024, com mais de R$ 8,6 mil milhões em sonegação estimada.
Outras operações investigaram a utilização de bancos digitais e plataformas de apostas para lavar dinheiro do tráfico internacional. Também foram descobertas suspeitas de envolvimento de uma ONG em ações coordenadas pelo PCC e esquemas de extorsão de moradores da Favela do Moinho.
As autoridades ainda identificaram planos de execução contra o procurador Lincoln Gakiya, conhecido por investigar o PCC, e o coordenador de presídios Roberto Medina. A organização teria utilizado uma casa próxima da residência de Gakiya e drones para acompanhar os seus movimentos.
As investigações mostram uma crescente diversificação das atividades criminosas, com organizações a recorrerem a estruturas financeiras e empresas aparentemente legais para ocultar dinheiro e ampliar os seus negócios.