Investigadores noruegueses usaram inteligência artificial e dados de saúde de mais de 43 mil pessoas para procurar padrões associados à enxaqueca. O estudo sugere que a doença pode deixar sinais biológicos que vão muito além dos sintomas das crises.
O modelo conseguiu distinguir pessoas com enxaqueca sem receber informação sobre as características das dores de cabeça. Os resultados indicam ainda que a inclusão de dados genéticos teve um impacto reduzido na precisão da previsão.
A análise identificou quatro possíveis grupos de doentes, com características diferentes, incluindo dor cervical, problemas musculoesqueléticos associados a ansiedade e depressão e sintomas neurológicos como a aura.
Os investigadores acreditam que estes padrões podem ajudar a compreender melhor a diversidade da enxaqueca e, no futuro, permitir diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados. A abordagem poderá também ajudar a explicar por que razão determinados medicamentos funcionam para alguns doentes e não para outros.