O Banco Central Europeu (BCE) aumentou as taxas de juro em 0,25 pontos percentuais, levando a taxa de depósito para 2,5%. A taxa de refinanciamento passou para 2,65% e a facilidade de crédito marginal para 2,9%.
A decisão surge após a inflação da zona euro ter acelerado para 3,3% em agosto, o valor mais elevado desde setembro de 2023. A subida está sobretudo ligada aos custos da energia, impulsionados pelo conflito no Médio Oriente e pela redução da oferta de petróleo.
Apesar da pressão energética, a inflação subjacente recuou para 2,4% e a inflação dos serviços baixou para 3%, sugerindo que o choque ainda não se espalhou de forma significativa pelo resto da economia.
O BCE prevê agora uma inflação média de 3% em 2026, 2,5% em 2027 e 2,1% em 2028. A instituição considera que a política monetária está preparada para responder à incerteza, enquanto acompanha a evolução dos preços da energia.