A compra de habitação está cada vez mais difícil em vários países europeus, levando mais famílias a permanecer no mercado de arrendamento. Um estudo que compara 39 países da OCDE mostra diferenças significativas entre regiões.
A Suíça lidera na proporção de arrendatários, com 61,2%, seguida da Alemanha, com 55,4%. A Dinamarca surge no topo do índice de arrendamento permanente, enquanto países da Europa Central e Oriental, como a Eslováquia e a Roménia, apresentam taxas de propriedade superiores a 90%.
Portugal mantém uma das maiores taxas de proprietários, de 72,1%, mas enfrenta uma forte deterioração da acessibilidade. Desde 2015, os preços das casas cresceram 48,8% mais do que os salários, enquanto a oferta de imóveis para arrendamento continua limitada.
O estudo alerta ainda que uma elevada taxa de propriedade não significa necessariamente melhores condições habitacionais. Na Europa Central e Oriental, a sobrelotação é frequente e várias gerações podem partilhar a mesma casa, enquanto alguns países com mais arrendatários oferecem maior espaço por agregado.