Um relatório da Hiscox revela que 92% das empresas portuguesas que sofreram ciberataques registaram, nos últimos 12 meses, pelo menos um incidente relacionado com vulnerabilidades de inteligência artificial.
A média de ataques deste tipo passou de 1,60 para 3,48 por empresa num ano, um aumento de cerca de 118%. Em 24% dos casos, uma ferramenta ou software de IA esteve entre as portas de entrada utilizadas pelos atacantes.
Entre as principais preocupações estão as vulnerabilidades de ferramentas de terceiros, o envenenamento de dados, malware, phishing e a utilização de modelos comprometidos. A dependência excessiva da IA e a redução da supervisão humana também são apontadas como riscos.
Os incidentes estão ainda a influenciar a adoção da tecnologia: 42% das empresas afetadas adiaram projetos de IA ou outras tecnologias após um ciberataque. Algumas planeiam reforçar a formação, as auditorias e os mecanismos de segurança associados à utilização de IA.