O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, pediu ao Governo que suspenda o sistema de depósito e reembolso Volta na capital, considerando que a medida está a provocar problemas de higiene urbana e dificuldades sociais.
Durante uma reunião da Assembleia Municipal, o autarca defendeu que a reciclagem e a reutilização são importantes, mas considerou que o atual modelo está a ter consequências negativas. Moedas pediu que Portugal siga o exemplo de França, onde foi decidido cancelar o sistema.
Em vigor desde abril, o Volta aplica um depósito de 10 cêntimos a garrafas de plástico descartáveis e latas de metal com menos de três litros. O valor é devolvido quando as embalagens são entregues num ponto de recolha autorizado.
A implementação do sistema tem sido acompanhada por críticas relacionadas com a acumulação de lixo junto a contentores e ecopontos, devido à procura de embalagens que possam ser devolvidas. Uma petição entregue no Parlamento contra o modelo já ultrapassou as 39 mil assinaturas.
Os defensores do Volta, por outro lado, destacam os benefícios ambientais e a possibilidade de utilizar o sistema para angariar fundos destinados a projetos ou causas sociais.