Polícia Judiciária de Macau e Portugal reforçam cooperação no combate à criminalidade transfronteiriça

A Polícia Judiciária de Macau e a Polícia Judiciária portuguesa acordaram reforçar a cooperação policial e o intercâmbio de informações para combater a criminalidade transfronteiriça, na sequência de uma visita de uma delegação de Macau a Lisboa, realizada a 30 de Outubro. A iniciativa enquadra-se nas orientações do terceiro Plano Quinquenal da Região Administrativa Especial de Macau, que prevê o aprofundamento da cooperação policial regional e internacional.

A delegação foi liderada pelo director da Polícia Judiciária de Macau, Sit Chong Meng, acompanhado pelo subdirector, Sam Kam Weng, e por outros quatro elementos. Em Lisboa, os responsáveis foram recebidos pelo director nacional da Polícia Judiciária portuguesa, Carlos Cabreiro, e pelos subdirectores João Melo, Pedro Fonseca e Artur Vaz, além de outros dirigentes da instituição.

Durante o encontro, as duas partes analisaram os resultados da cooperação desenvolvida até ao momento e discutiram formas de reforçar a resposta a diferentes modalidades de criminalidade de elevado risco. Entre as prioridades identificadas estão o combate ao terrorismo, ao tráfico de estupefacientes, ao branqueamento de capitais e à criminalidade informática, áreas que exigem maior coordenação entre as autoridades policiais.

As duas instituições acordaram igualmente aprofundar o intercâmbio de informações policiais, a formação de pessoal e a cooperação técnica. Foi também destacada a possibilidade de desenvolver acções conjuntas de prevenção criminal junto de instituições de ensino de língua portuguesa em Macau, bem como de promover visitas recíprocas entre os órgãos de polícia criminal das duas jurisdições.

A visita reforça os mecanismos de comunicação e coordenação entre Macau e Portugal, com o objectivo de melhorar a capacidade de resposta a redes criminosas que operam além-fronteiras. Segundo a Polícia Judiciária de Macau, a iniciativa integra a estratégia de reforço da segurança pública e de aprofundamento das parcerias internacionais, contribuindo para a prevenção e investigação de formas cada vez mais complexas de criminalidade transnacional.

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