As comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal vão decorrer até 2028 com um programa nacional destinado a aproximar os cidadãos da História, da identidade e do património cultural português. O Governo pretende que as iniciativas envolvam diferentes gerações, territórios e instituições, promovendo uma participação ampla da sociedade.
Durante a cerimónia de tomada de posse do ex-Vice-Primeiro-Ministro Paulo Portas como comissário-geral para as Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal, realizada no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, destacou a importância de criar um programa plural e descentralizado.
A governante afirmou que as celebrações devem chegar às escolas, instituições de ensino superior, museus e monumentos, envolvendo também municípios, comunidades locais, investigadores, associações culturais e a sociedade civil. Segundo Margarida Balseiro Lopes, o objetivo é garantir que o conhecimento da História nacional seja partilhado em todo o território.
A ministra sublinhou que estas comemorações constituem “um projeto de interesse nacional” e defendeu que a iniciativa não deve representar uma visão nostálgica do passado, mas antes uma oportunidade para compreender a evolução histórica do país, a construção das suas instituições e o papel da cultura portuguesa ao longo dos séculos.
O programa comemorativo assinalará os principais momentos do período fundacional de Portugal, incluindo a Batalha de São Mamede, a Batalha de Ourique e o Tratado de Zamora, acontecimentos associados à formação e consolidação do reino português. As celebrações pretendem reforçar o conhecimento histórico e valorizar o património nacional através de atividades culturais, educativas e científicas.