Um novo estudo do World Weather Attribution, citado pela agência Reuters, indica que as alterações climáticas estão na origem da seca que está a deixar os rios sem caudal, matando dezenas de espécies e prejudicando a vida de milhões de pessoas.
O pulmão do mundo, como é conhecida a floresta da Amazónia, está a enfrentar a pior crise desde que há registos e a situação pode ainda piorar ao longo deste ano, alertam os cientistas.
As altas temperaturas contribuíram para menos chuva e para a situação de seca na maior floresta tropical do mundo. A atual situação vem reforçar os alertas da comunidade científica para a necessidade de proteção da Amazónia, responsável por captar uma grande quantidade de gases com efeito de estufa.
Citados pela Reuters, os cientistas explicaram que a seca poderá aumentar o risco de incêndios florestais, o que, juntamente com a desflorestação e com as alterações climáticas, pode empurrar a Amazónia para um ponto sem retorno, fazendo com que deixe de ser a floresta tropical que é. Um dos maiores rios da Amazónia, por exemplo, chegou ao ponto mais baixo desde que se começaram a registar os valores, em 1902.
A investigação conclui que a seca histórica da Amazónia está mais relacionada com as mudanças climáticas do que com o fenómeno do El Niño.
Os baixos níveis dos rios da Amazónia interromperam o transporte, a pesca, o acesso à água potável e está a afetar as condições de vida de cerca de 30 milhões de pessoas que vivem na bacia amazónica, afetando populações do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador e Bolívia.