A argentina Celeste Saulo, de 59 anos, vai substituir Petteri Taalas à frente Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas que tem um papel chave na ação contra as alterações climáticas. Um dos seus objetivos da primeira mulher diretora da Organização é pôr em prática a meta da ONU de que todos os cidadãos do mundo estejam cobertos por sistemas de alerta precoce em caso de desastres naturais – neste momento, 50% da população mundial não tem acesso a estes serviços.
Apoiar os serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais dos países mais vulneráveis às consequências da mudança do clima a cumprir a sua missão é outro dos objetivos da cientista que dirigia o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina desde 2014.
“Vindo do Sul Global, tenho uma consciência aguda da necessidade de nos esforçarmos mais para dar prioridade às necessidades dos mais vulneráveis”, disse Celeste Saulo, citada num comunicado de imprensa da OMM. “Mesmo um pequeno aumento no investimento desencadeia grandes benefícios socioeconómicos para as nossas comunidades”, acrescentou.
“Temos de resolver as crises do clima e da desigualdade ao mesmo tempo, para que ninguém fique para trás”, declarou Celeste Saulo, que toma posse após 2023 ter sido considerado o ano mais quente desde que há registos, e quando há indícios de que a tendência de aumento de aquecimento perdure no próximo ano.