O fenómeno climático El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e tem um grande impacto nas condições climáticas globais. O El Niño ocorre em intervalos irregulares de cinco a sete anos e tem duração média variável (entre um ano a um ano e meio), com início nos últimos meses do ano.
Embora seja um fenómeno natural, o El Niño pode apresentar uma série de consequências graves que afetam tanto o meio ambiente como as populações. Uma destas consequências é a ocorrência mais frequente de tempestades, ondas de calor, secas prolongadas e inundações. As zonas costeiras estão, cada vez mais, vulneráveis a este tipo de eventos, necessitando de um reforço das medidas protetivas.
Conforme ressaltou o secretário-geral da ONU, António Guterres, as cidades são o grande campo de batalha onde a guerra do clima será ganha ou perdida. E são as cidades costeiras que vão receber, com maior intensidade, os efeitos das mudanças do clima, podendo, contudo, ser capazes de proteger o continente como um todo.
Sem investimentos na proteção dos ambientes costeiros e nas infraestruturas, as comunidades localizadas nessas zonas podem ser expostas a progressivos riscos de enchentes e erosões costeiras, causando enormes prejuízos humanos e económicos. Além disso, o comprometimento dos recursos naturais e intrusão salina podem prejudicar fortemente as populações que vivem nessas regiões, tornando-as inabitáveis.
Para contrariar estes efeitos já vivenciados em muitas regiões costeiras, é necessário reduzir a queima de combustíveis fósseis, a emissão de gases com efeito de estufa e a desflorestação, consideradas algumas das principais causas do aumento da frequência dos fenómenos climáticos severos e extremos.