O Serviço de Alterações Climáticas Copernicus, organismo europeu que monitoriza o clima, avançou que o mês de fevereiro foi o mais quente de sempre, desde que há registos. A temperatura média global cifrou-se nos 13,54°C, significando um aumento de 0,12°C face ao anterior recorde de fevereiro mais quente, em 2016.
Apesar do enfraquecimento do fenómeno El Niño no Pacífico equatorial, as temperaturas globais do ar marítimo mantiveram-se invulgarmente elevadas. A subida da temperatura também se verificou nos oceanos, onde foi registado um aumento de mais de 3 graus centígrados do que é normal.
Na Europa, foram registadas condições mais secas do que a média na maioria dos países mediterrânicos, em algumas regiões dos Balcãs, da Turquia, da Islândia, da Rússia ocidental e do norte da Escandinávia.
O observatório destaca que, fora da Europa, as temperaturas estiveram acima da média no norte da Sibéria, no centro e noroeste da América do Norte, na maior parte da América do Sul, em África e no oeste da Austrália.
O Serviço Copernicus alerta que, com as alterações climáticas em curso, no espaço de uma década, o Ártico, cuja extensão do gelo, em fevereiro, se situou muito abaixo dos valores observados nas décadas de 1980 e 1990, pode ficar sem gelo, nos meses de Verão.