Dia Mundial da Vida Selvagem destaca plantas medicinais e proteção dos ecossistemas

O Organização das Nações Unidas assinala esta terça-feira, 3 de março, o Dia Mundial da Vida Selvagem com um apelo à proteção das plantas medicinais e aromáticas, tema central da edição de 2026.

Numa mensagem oficial, o secretário-geral António Guterres sublinhou que, embora a atenção internacional recaia muitas vezes sobre os animais ameaçados, as plantas são “os arquitetos silenciosos do planeta”, desempenhando um papel essencial na saúde humana, na economia e na manutenção dos ecossistemas.

A data foi proclamada pela Assembleia Geral da ONU para assinalar a adoção, em 1973, da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que regula o comércio internacional de espécies selvagens, contando atualmente com 183 Estados-membros.

Este ano, o lema “Plantas Medicinais e Aromáticas: Conservando Saúde, Património e Meios de Subsistência” destaca a importância destas espécies tanto para a medicina tradicional como para a moderna, bem como para os rendimentos de milhões de pessoas.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mais de seis mil espécies vegetais foram cultivadas para alimentação, mas menos de 200 contribuem significativamente para a produção alimentar global. Além disso, cerca de 9% das plantas utilizadas para fins medicinais e aromáticos encontram-se ameaçadas de extinção. Entre 70% e 95% da população nos países em desenvolvimento depende da medicina tradicional como principal forma de cuidados de saúde.

António Guterres alertou que a crise climática, a destruição de habitats, a exploração excessiva e o comércio ilegal estão a acelerar o declínio de milhares de espécies vegetais. Para inverter esta tendência, defendeu o reforço da governação ambiental global através de instrumentos como o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e a própria CITES, apelando a uma ação coletiva que garanta a proteção dos ecossistemas para as gerações futuras.

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