Modelos económicos subestimam danos climáticos e elevam risco financeiro global

Modelos económicos usados por governos e investidores estão a subavaliar seriamente os riscos das alterações climáticas, alertam investigadores da Universidade de Exeter e do think tank Carbon Tracker.

Segundo um novo relatório, estas ferramentas criam uma falsa sensação de segurança ao não terem em conta efeitos em cascata, pontos de rutura e choques acumulados, sobretudo à medida que o aquecimento global se aproxima dos 2 ºC acima dos níveis pré-industriais.

Os modelos tendem a focar-se na temperatura média global e ignoram o impacto crescente de fenómenos extremos como ondas de calor, cheias e secas. Só no último verão, estes eventos causaram pelo menos 43 mil milhões de euros em perdas imediatas na Europa, um valor considerado conservador.

Os autores concluem que tratar as alterações climáticas como um choque económico marginal já não é realista e pode aumentar o risco de instabilidade financeira global.

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