Pela primeira vez desde que há registos, o mundo enfrentou 12 meses consecutivos com temperaturas 1,5ºC mais altas do que na era pré-industrial, informou o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas. O Serviço indicou que, entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024, houve um aquecimento de 1,52ºC acima do período 1850-1900, algo que os cientistas chamam de “aviso à humanidade”.
Os fenómenos extremos como tempestades, secas e incêndios, associados às alterações climáticas, foram alimentados pelo fenómeno El Niño e influenciaram o aquecimento recorde alcançado, ao ponto de poder ser o ano mais quente dos últimos 100 mil anos.
Os eventos extremos de 2023 continuam em 2024, tendo sido observando que o primeiro mês de 2024 foi o mais quente de sempre, desde que há registos.
Apesar do registo histórico verificado, os cientistas advertem que isso não sinaliza necessariamente uma violação permanente do limite do Acordo de Paris de 2015 para o aquecimento global de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais.