A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indica que existe entre 50% e 60% de probabilidade de formação de um novo El Niño a partir do verão. Antes disso, espera-se que as atuais condições de La Niña evoluam para um cenário neutro, embora as previsões ainda envolvam alguma incerteza.
Este fenómeno ocorre quando as águas superficiais do Pacífico oriental aquecem acima do normal, alterando os padrões climáticos à escala mundial. Pode contribuir para secas em várias regiões tropicais, mudanças nas monções e episódios de precipitação intensa noutras áreas.
Um El Niño tende a acrescentar temporariamente alguns décimos de grau à temperatura média do planeta. Num contexto já marcado pelo aquecimento provocado pelas emissões humanas, o seu eventual regresso poderá intensificar fenómenos extremos e aproximar novos máximos térmicos.