Aranhas são essenciais, mas continuam fora das políticas de conservação

Quase 90% das espécies de insetos e aracnídeos na América do Norte não têm qualquer estatuto de conservação, revela um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. A investigação, liderada por cientistas da University of Massachusetts Amherst, analisou mais de 99 mil espécies conhecidas e concluiu que a maioria carece de avaliação ou proteção formal.

Apesar do alerta global lançado em 2017 por um estudo na PLOS One sobre o declínio acentuado de insetos voadores na Alemanha, os avanços na proteção destes grupos têm sido limitados. Borboletas e libélulas concentram grande parte da atenção, enquanto os aracnídeos permanecem praticamente ausentes das políticas ambientais.

As aranhas desempenham um papel crucial nos ecossistemas: controlam pragas agrícolas, servem de alimento a outras espécies e ajudam a indicar a saúde ambiental. No entanto, continuam a ser negligenciadas nas estratégias de conservação.

Os autores defendem mais investigação, coordenação entre estados e coligações amplas — à semelhança do que aconteceu na proteção das aves — para garantir maior reconhecimento e proteção destes organismos essenciais.

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