Em julho de 2025, uma equipa suíça das universidades de Zurique e Basileia conseguiu decodificar o genoma do vírus da gripe responsável pela pandemia de 1918, a chamada “Gripe Espanhola”, a partir de um paciente de 18 anos que morreu em Zurique nessa época.
Utilizando um novo método para recuperar RNA antigo e frágil de tecidos preservados, os investigadores descobriram que o vírus já apresentava, desde o início da pandemia, mutações que o tornavam mais infeccioso e resistente ao sistema imunológico humano. Essas mutações facilitaram a adaptação do vírus aos humanos, aumentando a sua capacidade de propagação e evasão imunológica.
Este estudo pioneiro oferece uma visão sem precedentes sobre a evolução do vírus durante uma das pandemias mais devastadoras da história, que matou entre 20 e 100 milhões de pessoas. Além disso, fornece um conhecimento crucial para melhor enfrentar futuras pandemias com estratégias baseadas na evolução viral e na genética.