Do que são realmente feitos os asteroides? Estudo europeu aproxima a mineração espacial da realidade

Cientistas europeus estão a dar novos passos para compreender do que são realmente feitos os asteroides e que recursos poderão oferecer no futuro. Um estudo liderado pelo Instituto de Ciências Espaciais do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha (CSIC), publicado a 25 de dezembro de 2025, analisou meteoritos raros ricos em carbono para desvendar a composição química e o potencial destes antigos corpos rochosos do sistema solar.

A investigação centrou-se nos chamados condritos carbonáceos, meteoritos que representam apenas cerca de 5% das quedas registadas na Terra, mas que são fundamentais para perceber a natureza dos asteroides do tipo C. Através de análises químicas detalhadas, os investigadores concluíram que alguns destes asteroides poderão conter água ligada a minerais, um recurso considerado estratégico para futuras missões espaciais de longa duração.

Apesar de a mineração de asteroides em larga escala ainda estar longe de se tornar realidade, o estudo identifica classes específicas de asteroides como alvos mais promissores, sobretudo aqueles alterados pela presença de água. A extração de água no espaço poderia reduzir significativamente a dependência de lançamentos a partir da Terra, tornando mais viáveis missões à Lua, a Marte e além.

Os autores sublinham, no entanto, que os desafios tecnológicos continuam a ser enormes, especialmente em ambientes de baixa gravidade. Ainda assim, defendem que compreender melhor estes asteroides não só abre portas à utilização de recursos espaciais, como também contribui para a defesa planetária e para um conhecimento mais profundo das origens do sistema solar.

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