A Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA) divulgou esta semana as partes três, quatro e cinco da sua série de estudos sobre a utilização segura da amónia como combustível no transporte marítimo. Iniciada em 2023, esta investigação visa avaliar de forma abrangente os riscos e desafios associados à adoção da amónia como alternativa de baixo carbono na navegação internacional.
A terceira parte foca-se na análise de risco e operabilidade de um sistema genérico de fornecimento de combustível à base de amónia, desde o tanque até ao motor de combustão interna. Esta análise inclui modelações de consequências de eventuais fugas através de simulações CFD (Computational Fluid Dynamics), oferecendo um retrato detalhado de potenciais incidentes a bordo.
As duas partes seguintes aplicam esta análise a casos concretos: um navio graneleiro tipo Newcastlemax e um mega navio ro-ro. Nestes casos, foram realizados exercícios HAZID para identificar perigos e avaliar riscos, inclusive em operações simultâneas em porto, onde a complexidade operacional e os riscos de exposição aumentam significativamente.
Desenvolvida em paralelo com as novas diretrizes da Organização Marítima Internacional (OMI) sobre o uso seguro da amónia (MSC.1/Circ.1687), a série de estudos da EMSA fornece uma base técnica essencial para o setor. Os relatórios sublinham a importância de uma compreensão comum entre os diferentes intervenientes da cadeia de abastecimento, de modo a garantir a integração segura desta tecnologia emergente no transporte marítimo global.