A cólera continua a alastrar no Haiti, sobretudo entre populações deslocadas que vivem em condições precárias, sem acesso a água potável ou saneamento. Desde dezembro, foram registados mais de 2.800 casos suspeitos, 91 confirmados e 36 mortes, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A maioria dos casos está associada a campos de deslocados internos, onde a propagação da doença é facilitada pela falta de higiene básica. A ONU identificou cinco focos ativos, incluindo a capital, Porto Príncipe. Em resposta, estão a ser distribuídos comprimidos de purificação de água, sais de reidratação oral, e realizadas campanhas de desinfeção e sensibilização comunitária.
Apesar dos esforços, a resposta humanitária enfrenta sérias limitações devido à falta de financiamento. Apenas 9% dos 908 milhões de dólares necessários para o plano de resposta humanitária de 2025 foram recebidos até agora. As Nações Unidas apelam a um reforço urgente do apoio internacional para travar a propagação da doença e proteger as comunidades mais vulneráveis.