Incêndios florestais históricos devastam Espanha e França e preocupam cientistas

Os incêndios florestais que atingiram Espanha e França durante o mês de julho de 2026 ficaram entre os mais destrutivos registados nas últimas décadas, segundo uma análise divulgada pelo Observatório da Terra da NASA.

As chamas consumiram dezenas de milhares de hectares, obrigaram à evacuação de centenas de milhares de pessoas e destruíram habitações, infraestruturas turísticas e áreas florestais, num cenário agravado por condições meteorológicas extremas.

Em Espanha, o incêndio na província de Ávila tornou-se o maior alguma vez registado no país, consumindo cerca de 50 mil hectares. Após se juntar a outros focos ativos em províncias vizinhas, a área ardida atingiu aproximadamente 77 mil hectares, uma extensão semelhante à da cidade de Nova Iorque.

Também o sudoeste de França enfrentou uma situação crítica, com um incêndio de grandes dimensões a consumir mais de 42 mil hectares na região de Gironde e a devastar a localidade de Le Porge. No conjunto do país, a área ardida ultrapassou os 90 mil hectares até ao final de julho, o maior valor registado em várias décadas. Durante o combate às chamas foi ainda observada, pela primeira vez em França, a formação de um pirocumulonimbo, uma rara “nuvem de fogo” gerada pelo intenso calor dos incêndios.

De acordo com a NASA, a combinação de um inverno excecionalmente chuvoso, que favoreceu o crescimento da vegetação, seguida por sucessivas ondas de calor, seca prolongada e ventos com rajadas até 65 quilómetros por hora, criou condições ideais para a rápida propagação das chamas.

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