Médicos do Mundo lança apelo cívico para enfrentar indiferença e desigualdade

O apelo convoca a sociedade para sair da indiferença e reforçar, de forma cívica, as respostas que chegam a quem continua afastado dos cuidados essenciais.

A Médicos do Mundo dirige ao país um apelo público de participação cívica, sublinhando que persistem desigualdades no direito e acesso à saúde em várias regiões do país, com impacto particular em pessoas em situação de sem-abrigo, adultas mais velhas, migrantes, refugiadas e outras comunidades excluídas. Segundo a organização, continuam a verificar-se barreiras no acesso a cuidados essenciais, acompanhamento e serviços de proximidade.

Para reforçar este apelo e tornar visíveis situações que permanecem fora do olhar público, a organização lançou a nova campanha pública “Um colete à prova de injustiça”, que utiliza o colete das suas equipas no terreno como símbolo de proximidade e participação cívica. O colete assume o centro da mensagem como convite a enfrentar a injustiça, a indiferença, a desigualdade e o abandono.

A presença de figuras públicas como João Baião, Hernâni Carvalho, Joana Aguiar, Fernando Rocha, Mónica Jardim e Mariana Monteiro reforça este apelo nacional, ajudando a aproximar o debate público das realidades acompanhadas pelas equipas da Médicos do Mundo.

Necessidades que não param de crescer

Com as necessidades a aumentar, é essencial reforçar consultas, prevenção, distribuição de materiais de apoio e de proteção e acompanhamento psicossocial. Há várias formas de “vestir o colete” e apoiar quem está mais frágil; uma ao alcance de todos é a consignação de 1% do IRS, um gesto simples e sem custos que ajuda a manter respostas de proximidade no terreno.

Um apelo nacional ao envolvimento

“Um colete à prova de injustiça” pretende sensibilizar para a participação cívica e lembrar que pequenos gestos individuais podem ajudar a transformar a vida de quem vive em maior vulnerabilidade. A organização sublinha que o apelo é dirigido a toda a sociedade e que a continuidade da sua resposta depende do envolvimento cívico e da consciência coletiva para as desigualdades que persistem.

Médicos do Mundo

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