A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê a possibilidade de o fenómeno climático La Niña se desenvolver já neste outono, prolongando-se pelo início do inverno. No entanto, os especialistas sublinham que, a ocorrer, deverá ser um episódio fraco e de curta duração, sem impactos extremos no clima global.
La Niña corresponde à fase fria do ciclo El Niño–Oscilação Sul (ENOS), caracterizada pelo arrefecimento anómalo das águas do Pacífico tropical. Esta alteração desloca a corrente de jato para norte, favorecendo invernos mais húmidos e frios no norte dos Estados Unidos, enquanto o sul do país tende a registar condições mais secas e quentes. O fenómeno também está associado a uma maior probabilidade de furacões no Atlântico.
De acordo com a NOAA, a probabilidade de La Niña se instalar entre setembro e janeiro ultrapassa os 50%, mas dificilmente será suficientemente intensa para ser registada oficialmente como um evento climático completo.
O ciclo ENSO, que alterna entre fases de El Niño e La Niña a cada dois a sete anos, tem vindo a tornar-se mais difícil de prever devido ao aquecimento global. Embora não se espere um episódio marcante, os meteorologistas alertam que mesmo uma La Niña moderada pode afetar padrões de chuva e temperatura em várias regiões do mundo.