Cientistas da Universidade de Washington, em St. Louis, criaram uma nanotecnologia inovadora capaz de remover nutrientes em excesso das águas residuais, evitando a proliferação de algas nocivas e, ao mesmo tempo, transformando esses resíduos em recursos úteis para a agricultura e biorrefinarias.
Os resultados, publicados na revista Environmental Science & Technology, mostram reduções de até 91% no fosfato e 60% na amônia — dois dos principais responsáveis pelas florações de algas.
A tecnologia foi desenvolvida pela professora Young-Shin Jun e a sua aluna de doutorado Minkyoung Jung. O sistema utiliza um hidrogel semelhante ao das fraldas descartáveis, mas com compostos minerais em nanoescala que “capturam” os nutrientes. O material incha ao absorver amônia e fosfato e forma cristais que podem ser reaproveitados como fertilizantes.
Além de ajudar a preservar ecossistemas aquáticos, a solução combate o desperdício: o fósforo é um recurso natural finito, e a produção de amônia consome grandes quantidades de energia.
O método também supera limitações de técnicas tradicionais, mantendo alta eficiência mesmo em águas complexas e com diferentes composições. A equipe já está a ampliar os testes de escala, com volumes de até 200 litros, demonstrando o potencial prático da inovação.